Aqui deixo um dos meus poemas favoritos de Florbela Espanca:
Desejos Vãos
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…
Nota: Só não podemos fugir de uma pessoa: nós mesmos. Há pois que reconhecer que só seremos justos com nós próprios e completamente felizes se formos, e aceitarmos, aquilo que somos.
Beijinhos grandes de luz amigos
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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